Ministério da Saúde faz ação para aumentar doações de medula óssea



Governo quer superar o recorde de 1,7 milhão de doadores. Graças à solidariedade e à organização da rede, quantidade de voluntários brasileiros passou de 10% para 64%

Os visitantes da Festa do Peão de Barretos (SP) já podem aproveitar para se cadastrar no banco nacional de doadores de medula óssea. Este ano, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) escolheram o local, de intensa circulação de pessoas, para uma ampla ação de incentivo ao cadastramento de doadores desse tipo de célula, cujo transplante é indicado para o tratamento de câncer, principalmente leucemia (câncer no sangue).

A largada para esse esforço foi dada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nesta quinta-feira (19). A expectativa é que a ação resulte no aumento do número de doadores de medula óssea no país. “Em 2000, a probabilidade de se achar doadores compatíveis no nosso cadastro era de 10%. Hoje, já é acima de 65%. Por quê? Porque em 2003, tínhamos apenas 40 mil doadores registrados. Hoje já são mais de 1,7 milhão de cadastrados”, ressaltou o ministro. “Só Estados Unidos e Alemanha têm cadastros maiores que o do Brasil”.

Conquistas como essas são resultado da solidariedade dos brasileiros e de um conjunto de medidas desenvolvidas ao longo dos últimos anos, como a realização de campanhas, o aumento dos investimentos no setor e a qualificação de profissionais. De 2003 a 2009, a quantidade total de transplantes realizados no país aumentou quase 60% – passou de 12,7 mil para 20,2 mil/ano.

Só de medula óssea – que representa 7,5% do total de transplantes realizados no país – o número de procedimentos cresceu 57,5%, saltando de 972 (2003) para 1.531 (2009). Essa quantidade considera as três modalidades de transplantes de órgãos: autólogo (com material retirado do próprio paciente), aparentado (com doadores da família) e não-aparentado (doadores voluntários do Redome).

Para alcançar resultados como esses, o Ministério da Saúde aumentou em mais de três vezes os recursos aplicados na área dos transplantes, que passaram de R$ 327,8 milhões, em 2003, para quase R$ 1 bilhão (R$ 990,5 milhões) no ano passado.

“Avançamos muito, mas temos de avançar mais. A população brasileira é um mistura de europeus, africanos e índios, tem um perfil genético muito específico. Então, precisamos ter um cadastro representativo de todos os brasileiros”, observou o ministro. “Sabemos que em Barretos vão estar circulando nos próximos onze dias 700 mil pessoas de todo o país. É uma oportunidade maravilhosa de atrair principalmente os mais jovens para se tornarem doadores voluntários”.

AVANÇOS COM O REDOME – Desde 2000, quando foi criado o banco nacional de nacional de doadores – o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula (Redome), sob a responsabilidade direta do Inca – o Sistema Único de Saúde (SUS) investiu R$ 673 milhões na identificação de doadores para transplantes desse tipo de célula.

A iniciativa produziu impacto direto no total de transplantes de não-aparentados, feitos com doadores voluntários registrados no Redome. Os procedimentos com este perfil de pacientes (que não conseguem doador na família) aumentou 274% em seis anos – passando de 35 procedimentos, em 2003, para 131, em 2009.
Esse número é 140 vezes maior que o total de registros em 2000, por exemplo, quando havia 12 mil voluntários inscritos. O salto se deve, em grande parte, às campanhas publicitárias e ações de sensibilização realizadas pelo Ministério da Saúde e o Inca.

Com isso, o tempo de busca por um doador foi reduzido pela metade: era de um ano e atualmente está entre quatro e seis meses, período semelhante ao registrado nos Estados Unidos. As chances de se encontrar um doador compatível fora da família são de uma em 100 mil. Quanto maior o número de voluntários inscritos no banco nacional, maiores as chances de os pacientes conseguirem um doador.

AÇÃO EM BARRETOS – Na Festa de Barretos, o Ministério da Saúde e o Inca montaram o Estande Rancho do Doador, dentro do Parque do Peão, para a coleta de dados de pessoas interessadas em se tornar doadoras de medula óssea. Profissionais de saúde capacitados estão fazendo o atendimento durante os 11 dias da festa, festa quinta-feira (19) até o próximo dia 29, das 13h à meia-noite. A ação é realizada em parceria com o Hospital do Câncer de Barretos e Banco do Brasil.

“Para se tornar um possível doador, é muito simples. Basta preencher uma ficha e colher uma pequena quantidade de sangue para fazer parte deste cadastro brasileiro de solidariedade e capacidade de salvar muitas vidas”, reforçou o ministro Temporão.

O transplante de medula óssea é indicado no tratamento de câncer, principalmente aqueles que atingem o sangue (leucemia), o sistema linfático (linfomas) e para alguns tipos de anemias graves. Esse procedimento é realizado no Brasil desde 1979.

COMO SE INSCREVER – Para se cadastrar no Redome, o candidato a doador deve se dirigir ao hemocentro da cidade ou região onde mora. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, com boa saúde, pode se inscrever. A partir daí, é realizado um cadastro dos dados pessoais e a coleta de pequena quantidade de sangue (de 5 a 10 ml) para exames.

Caso o voluntário seja selecionado para a doação, ele será chamado para fazer novos exames. O doador deve manter o cadastro no Redome sempre atualizado, pois poderá ser contatado anos depois. A doação de medula óssea é permitida até os 60 anos de idade.

A doação é um procedimento realizado em centro cirúrgico e requer internação por, no mínimo, 24 horas. O doador não precisa ter medo, pois a medula óssea recompõe-se em menos de um mês. Geralmente, os doadores retornam às atividades habituais depois da primeira semana. Uma pessoa pode doar várias vezes. A orientação é que o paciente espere seis meses para fazer uma nova doação.

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