Esperança para milhares de crianças com Leucemia!!!



O Jornal Nacional mostrou uma novidade na ciência que enche de esperança quem precisa fazer transplante de medula óssea.

A notícia foi recebida como uma revolução na ciência - no tratamento da leucemia. A descoberta pode ajudar a ciência brasileira e os pacientes.

As células do cordão umbilical são capazes de se transformar em qualquer outra. Mas, a quantidade delas é pequena. Agora, com a reprodução dessas células, conseguida pelos cientistas, é possível usá-las em diversos tipos de tratamentos. Por enquanto, a descoberta dos americanos está sendo usada no tratamento da leucemia.




As células-tronco retiradas do cordão umbilical de um recém-nascido são consideradas jóias raras para os cientistas. Elas contêm células que dificilmente são rejeitadas pelo sistema imunológico. O problema é que o volume de sangue no cordão é pequeno para atender um transplante em uma pessoa adulta.

“É muito difícil hoje conseguir transplantar células do cordão umbilical para pessoas que têm um peso maior, como as pessoas adultas. Geralmente, precisa-se de dois ou mais cordões para poder fazer transplantes”, explica a hematologista Leila Pessoa de Melo.

O que os cientistas americanos do centro de pesquisas de câncer Fred Hutchinson, em Seattle, conseguiram foi aumentar o número de células-tronco utilizando uma proteína. Eles multiplicaram a quantidade dessas células o suficiente para tratar um paciente com leucemia, uma espécie de câncer que ataca os glóbulos brancos presentes no sangue e leva à morte. Resultados preliminares mostraram que no grupo de dez pessoas que participaram da pesquisa, sete não apresentaram mais os sinais da doença.





No Brasil, vários grupos de cientistas que estudam o uso de células-tronco como terapia para muitas doenças ficaram impressionados com os resultados obtidos. Eles dizem que as pesquisas desenvolvidas aqui serão beneficiadas com a descoberta americana.

“Esse é um material que podemos usar para transplantar em crianças ou jovens adultos. Se você consegue multiplicar essas células, a possibilidade de usar isso em pacientes adultos, pessoas grandes ou até em mais de um paciente, é muito grande. Aumenta e muito o valor terapêutico desse material”, diz a chefe do laboratório de genética molecular da USP Lygia da Veiga Pereira.

A médica Leila Pessoa de Melo é responsável por um setor que trata pacientes com leucemia. No ano passado, o hospital onde ela trabalha, em São Paulo, fez 50 transplantes de medula óssea. Ela calcula que o número de atendimentos poderá dobrar com o uso da nova técnica.

“Você consegue aumentar muito o número de doadores de células-tronco com essa expansão clonal se isso realmente der certo no futuro. Acho que é uma pesquisa que vai beneficiar muitos pacientes”, comemora a hematologista Leila Pessoa de Melo.

De acordo com os médicos, as chances de se conseguir um doador de medula óssea na família de um paciente são de 30% a 40%. Isso faz com que praticamente a metade dos pacientes tenha que procurar doadores em bancos de medula e até no exterior. Mais um motivo para que esse estudo seja recebido com muito otimismo.

Fonte:http://g1.globo.com/bomdiabrasil

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